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Como funciona: Fraude interna: desvios, despesas falsas e fornecedores fictícios
Num inquérito da Deloitte a empresários e gestores portugueses, 21% disseram que a sua empresa sofreu fraude ou conduta imprópria nos dois anos anteriores. A apropriação de fundos e o uso indevido de ativos foram o tipo mais referido (26%), e 46% apontaram controlos internos insuficientes como principal causa. A nível mundial, a ACFE estima que uma organização típica perde 5% das receitas por ano para fraude cometida por quem lá trabalha, e a apropriação de ativos está presente em 89% dos casos.
A sequência
- PreparaçãoOportunidade
Funções concentradas e controlos fracos dão a uma pessoa acesso a pagamentos, compras, stock ou registos.
- PretextoAparência normal
Despesas, faturas ou fornecedores que parecem iguais aos verdadeiros.
- ExtraçãoDesvio
Transferências para contas próprias, reembolsos falsos, faturas de fornecedores fictícios ou mercadoria desviada.
Ponto para travarDupla aprovação, separação de funções e confirmação do IBAN de fornecedores novos travam a maioria destes esquemas. - DissimulaçãoEncobrimento
Registos alterados e reconciliações feitas pela mesma pessoa adiam a descoberta durante meses ou anos.
Quem participa
- AutorColaborador ou gestor com acesso a pagamentos, compras ou stock
- FachadaFornecedores fictícios ou empresas de familiares
- LesadoEmpresa, sócios e colegas
- Quem pode travarGestão, auditoria, contabilidade, canal de denúncia, PJ
Em números
- 21% dos empresários e gestores inquiridos pela Deloitte em 2022 disseram que a sua empresa sofreu fraude ou conduta imprópria nos dois anos anteriores. (DNoticias (Lusa))
- A ACFE estima que uma organização típica perde 5% das receitas anuais para fraude interna; a perda mediana por caso foi de 145 mil dólares. (ACFE)