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Como funciona: Ransomware: ficheiros sequestrados e pedido de resgate
Em julho de 2026, a Universidade de Aveiro foi alvo de um ataque de ransomware. Segundo o Centro Nacional de Cibersegurança, houve exfiltração de informação, incluindo conteúdo de caixas de correio e pelo menos uma base de dados, e o caso foi participado à PJ e à CNPD. Em maio, a PJ ajudou a desmantelar o «First VPN», um serviço usado para esconder a origem de ataques de ransomware.
A sequência
- PreparaçãoEntrada na rede
Email com anexo ou ligação maliciosa, palavra-passe roubada ou uma falha por corrigir num acesso remoto (VPN).
Ponto para travarCorrigir falhas e usar autenticação multifator nos acessos remotos fecha portas comuns. - ExtraçãoCópia dos dados
Os atacantes percorrem a rede e copiam informação antes de se revelarem.
- PressãoCifra e nota de resgate
Os ficheiros ficam ilegíveis e aparece uma nota com prazo e valor, quase sempre em criptomoedas.
Ponto para travarCópias de segurança fora da rede permitem recuperar sem negociar. - PressãoDupla extorsão
Ameaça de publicar os dados roubados num site de divulgação se não houver pagamento.
- DissimulaçãoRasto escondido
O resgate passa por criptomoedas e serviços de anonimização, como o desmantelado «First VPN».
Quem participa
- AutorGrupos de ransomware e afiliados
- CanalEmail, acessos remotos e falhas por corrigir
- LesadoEmpresas, autarquias, hospitais, universidades e particulares
- Quem pode travarCERT.PT (CNCS), PJ, CNPD, equipas de informática
Em números
- Na Universidade de Aveiro, o CERT.PT foi notificado a 20 de julho de 2026 e confirmou exfiltração de informação. (Diário de Aveiro (Lusa))