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Como funciona: Falsas verificações “não sou um robô” que mandam colar comandos (ClickFix)
Segundo o relatório de ameaças da ESET para o primeiro semestre de 2026, as deteções de ClickFix cresceram 108% face ao semestre anterior. A técnica começou com falsos CAPTCHA e passou a imitar páginas de ajuda de ferramentas de inteligência artificial e falhas do browser. Ao seguir as instruções, é a própria vítima que executa o comando que instala o malware, sem avisos de download.
A sequência
- PreparaçãoPágina falsa
Os autores criam uma página que imita uma verificação conhecida, uma página de ajuda ou um erro do browser.
- AbordagemVisita
A vítima chega por um email, um anúncio, um resultado de pesquisa ou um site comprometido.
- PretextoVerificação ou correção
Para continuar, é preciso “provar que não és um robô” ou “corrigir” um problema.
- ExtraçãoComando colado
A página copia um comando e pede para o colar na janela Executar ou no Terminal.
Ponto para travarNenhum CAPTCHA pede para abrir a janela Executar ou colar texto. Se pedir, fecha a página. - DissimulaçãoRoubo de dados
O malware recolhe palavras-passe, sessões e outros dados do computador.
Quem participa
- AutorGrupos de cibercrime
- Identidade usurpadaServiços de verificação, ferramentas de IA, Microsoft
- LesadoUtilizadores de Windows e empresas
- CanalSites, emails, anúncios
- Quem pode travarResponsável de informática, antivírus, CNCS
Em números
- As deteções de ClickFix cresceram 108% entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro de 2026, segundo a ESET. (ESET)