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Como funciona: Romance e investimento em criptomoedas (“abate do porco”)
A DECO descreve o “abate do porco” como uma burla com origem no sudeste asiático em que os autores “engordam” a vítima com uma relação de confiança e ganhos fictícios antes de lhe esvaziarem as contas. Em 2025, a Operação Araña, com participação da PJ, investigou uma rede de falsos investimentos em ativos virtuais com mais de um milhão de euros de prejuízo em Portugal.
A sequência
- PreparaçãoPerfis falsos
Fotografias e histórias credíveis; por vezes os perfis são operados por vítimas de tráfico humano.
- AbordagemPrimeiro contacto
Mensagem “por engano”, app de encontros ou rede social.
- PretextoRelação e sucesso
Semanas de conversa; a pessoa mostra ganhos com criptomoedas e oferece-se para ensinar.
- ExtraçãoDepósitos crescentes
A vítima transfere dinheiro para uma plataforma falsa que mostra lucros.
Ponto para travarAntes de transferir, confirma a plataforma nas listas da CMVM e do Banco de Portugal e fala com alguém de confiança. - DissimulaçãoConta bloqueada
Surgem taxas para levantar; depois a plataforma e o contacto desaparecem.
Quem participa
- AutorRedes internacionais organizadas
- AngariadorQuem mantém a conversa romântica ou de amizade
- FachadaPlataforma de investimento falsa
- LesadoPessoas sozinhas ou à procura de rendimento
- IntermediárioContas de terceiros que recebem as transferências
- Quem pode travarBanco, CMVM, Banco de Portugal, PJ