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Como funciona: Romance e investimento em criptomoedas (“abate do porco”)

A DECO descreve o “abate do porco” como uma burla com origem no sudeste asiático em que os autores “engordam” a vítima com uma relação de confiança e ganhos fictícios antes de lhe esvaziarem as contas. Em 2025, a Operação Araña, com participação da PJ, investigou uma rede de falsos investimentos em ativos virtuais com mais de um milhão de euros de prejuízo em Portugal.

A sequência

  1. PreparaçãoPerfis falsos

    Fotografias e histórias credíveis; por vezes os perfis são operados por vítimas de tráfico humano.

  2. AbordagemPrimeiro contacto

    Mensagem “por engano”, app de encontros ou rede social.

  3. PretextoRelação e sucesso

    Semanas de conversa; a pessoa mostra ganhos com criptomoedas e oferece-se para ensinar.

  4. ExtraçãoDepósitos crescentes

    A vítima transfere dinheiro para uma plataforma falsa que mostra lucros.

    Ponto para travarAntes de transferir, confirma a plataforma nas listas da CMVM e do Banco de Portugal e fala com alguém de confiança.
  5. DissimulaçãoConta bloqueada

    Surgem taxas para levantar; depois a plataforma e o contacto desaparecem.

Quem participa

  • AutorRedes internacionais organizadas
  • AngariadorQuem mantém a conversa romântica ou de amizade
  • FachadaPlataforma de investimento falsa
  • LesadoPessoas sozinhas ou à procura de rendimento
  • IntermediárioContas de terceiros que recebem as transferências
  • Quem pode travarBanco, CMVM, Banco de Portugal, PJ

O que significa cada papel